Por Danilo Galvão
Antes de falarem algo por causa das fotos não comparativas acima, quero dizer que admiro o futebol dos três e escolhi esses jogadores pois são alvos constantes da imprensa. Acho que o futebol brasileiro sempre teve uma arte tímida que já teve seu auge sustentado por grandes nomes como Garrincha, Tostão, Gerson, e claro, Pelé. Porém atualmente a marcação cerrada e as novas táticas empregadas pelos técnicos não têm deixado os jogadores mostrarem o que realmente sabem. Poucos conseguem se destacar, como o Neymar, que mesmo jovem já demostra um futuro promissor. Infelizmente o futebol brasileiro apresenta uma característica que não condiz com o futebol arte, e sim com as artes cênicas. Além dos principais jogadores se preocuparem em cair mais do que jogar bola, ainda há o exagero na dor que eles sentem ao serem derrubados. Por exemplo, o atacante recebe um carrinho, nas canelas para ser exato, e ele cai com a mão no rosto pra dizer o quão violenta foi a falta cometida. O curso de teatro seria bem empregado numa hora dessas, pois ao menos uma simulação bem feita de que as canelas estão fraturadas iria render uma boa punição para o time adversário. Neymar é o maior exemplo brasileiro de raça, bons dribles, velocidade, e péssimo ator, além do que cair também é uma arte no momento em que o jogador vai fazer o gol, mas prefere que seja de pênalti, que o árbitro não dá e ele sai com o rabo entre as pernas.
O futebol europeu exclui um pouco essa possibilidade de aprender artes cênicas. Os jogadores querem tanto fazer o gol que são capazes de entrar com bola e tudo. Se você assistir aos jogos internacionais, verá que poucas quedas propositais são postas em prática, e que os árbitros deixam a partida rolar por mais tempo, com poucas interrupções. Messi e Cristiano Ronaldo são ótimos jogadores, assim como Neymar, porém ainda são desprovidos dessa arte cênica que parece dominar o futebol canarinho. Talvez este seja o principal motivo de preferirmos um "Barcelona X Real Madrid" a um "Santos X São Paulo", pois no primeiro ainda temos uma chance de assistir dribles e bons toques de bola, enquanto que aqui somos interrompidos a cada dez segundos por faltas encenadas e propagandas mal feitas.
MORAL DA HISTÓRIA: Teatro por teatro, vou jogar meu videogame!



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